A faxina do voto limpo

Fonte: http://www.avozdaserra.com.br/colunas.php?colunista=28

Villas-Bôas Corrêa (villasbc@uol.com.br)

Na reação custou a dar o ar de sua graça, mas afinal emplacou uma faxina em regra para proteger o voto limpo das maracutaias que são uma das pragas de todas as eleições. Entidades de combate à corrupção de Brasília e de São Paulo lançaram sem estardalhaço, mas com a simplicidade de quem cumpre a sua obrigação, o Portal da Ficha Limpa, que começará a sua atividade com o cadastro em um site de todos os candidatos que passarem sem manchas ou arranhões pelo corredor das novas regras eleitorais. E, para o selo do asseio, se comprometam a prestar contas da arrecadação e das despesas de campanha pela internet e dentro dos prazos da lei. O site http://www.fichalimpaja.org.br já está em funcionamento e recebendo as primeiras prestações de contas dos candidatos. E como não é obrigatória, mas uma clara demonstração de respeito ao eleitor e à lei, ao candidato caberá a iniciativa de apresentar os documentos que comprovem as suas credenciais éticas, que são exigidas no ato de inscrição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se o procedimento é simples para quem não tem gato escondido com o rabo de fora, o candidato terá que apresentar a carta de compromisso e documentos em que comprove que não tem condenações no estado em que concorre à eleição, nem nos demais. E, para fechar a lista, a declaração que nunca renunciou a mandato para evitar cassação. São tão óbvias as cautelas da lei que parecem dispensáveis. Mas, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal aos sadios nem pioraram o estado dos doentes. A iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da Associação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade Eleitoral (Abracci) e do Instituto Ethos, que gerenciará o portal, em São Paulo, vai desembolsar R$ 35 mil para manter o site durante a campanha. A louvável e incomum iniciativa reúne redes de ONGs em todo o país. Cerca de mil entidades compõem essas redes, com a ajuda dos adversários políticos, que são os melhores fiscais dos concorrentes. Para as próximas eleições, o site centralizará a fiscalização nas campanhas dos candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal. Os cuidados não param por aí. Esclarece o gerente de política pública do Instituto Ethos e secretário da Abracci, Caio Magri, que os documentos enviados pelos candidatos serão previamente analisados por uma equipe técnica, com o apoio dos estudantes de direito da PUC-SP. Mas, o principal controle será da população. O cadastro é voluntário, mas quem não tem o que esconder não tem o que temer.

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