‘Ciúmes não é prova de amor’, diz psiquiatra

Gerou polêmica e virou assunto de polícia a briga dos atores – e agora ex-noivos – Dado Dolabella e Luana Piovani. O episódio trouxe à tona o debate sobre um tema tão antigo quanto o amor: o ciúme.

Para o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, que já escreveu dois livros sobre o assunto, amor e ciúme não podem andar juntos: “Ciúmes não é prova de amor”, disse.

Ele explica que a base do ciúme está na estrutura psicológica da pessoa. O ciumento sente necessidade do outro como se o outro fosse parte dele: “Ciúme é uma dor e é comum, embora não seja saudável. É um sinal de que há alguma coisa errada na estrutura da pessoa”. 

Os estágios do ciúme

Para o médico, há quatro graus de ciúmes:

1 – Zeloso: “É um estágio em que o sentimento ainda pode ser considerado saudável, pois há o cuidado e a preocupação com o bem estar do outro. Ao falar da roupa ou do comportamento do outro, a pessoa visa o bem do parceiro”.

2 – Enciumado: “É quem não é habitualmente ciumento, mas, na vigência de uma situação em que se vê ameaçado, sente medo de perder e entra em competição com um terceiro. Por exemplo, em uma festa, quando a pessoa se sente em desvantagem com relação à outra. Mas é um fato isolado”.

3 – Ciumento: “É o mais clássico. Não precisa de motivo nenhum para estar sempre desconfiado, imaginando que o outro pode o estar traindo. É um traço da personalidade da pessoa, que vive com medo, vasculha bolsa, celular, reclama de roupa, ou seja, vive sofrendo e com medo de perder o parceiro”.

4 – Doente: “O comportamento, aqui, se dá através de uma doença neurológica, causada, por exemplo, por álcool ou um tumor. Nesse caso, a fantasia se torna um delírio e a pessoa tem certeza de um fato que não é realidade. É o verdadeiro ciúme patológico”. 

Auto-estima 

“A base do ciúme é a auto-estima baixa”, explica o médico. “A pessoa só vai ter medo de perder o outro se ela achar que não tem valores suficientes para ficar com ele”.

Segundo Ferreira-Santos, são muitos os sentimentos que geram o ciúme, que seria uma manifestação de instabilidade emocional. Além da auto-estima baixa, também estariam propícias as pessoas que têm sentimento de exclusão, que viveram em ambiente de traição, ou ainda as que que não sabem lidar com dificuldades da vida.

Outra característica marcante do ciumento é transferir as próprias fraquezas para o companheiro: “Se eu fantasio que a mulher está me traindo, inconscientemente sei que estou falhando em algum lugar, mas acabo jogando a minha falha no outro”.

E por que há pessoas que continuam o relacionamento com o ciumento? Um dos motivos seria porque elas se sentem frágeis e o ciumento lhe traria a sensação de proteção.

“Se você confia em si próprio, sabe que o outro está com você por suas qualidades, não há como ter medo. É como ter medo de morrer: a possibilidade existe, mas viver em função disso é como ficar pensando todos os dias na morte. É como um hipocondríaco, por exemplo, que sempre imagina uma doença”. 

Como se prevenir

O ciúme às vezes é valorizado e tem gente até que acha bonito, se sente protegido e cria situações para provocar ciúme no parceiro. Mas o psiquiatra alerta:
“Se a pessoa tem uma personalidade explosiva, briga no trânsito, dá murro em objetos quando está com raiva, cuidado: é uma pessoa potencialmente perigosa. Ela pode agredir fisicamente”, diz o psiquiatra.
De acordo com ele, o ciumento é controlador, liga o tempo todo, faz o outro passar vexame publicamente e isso pode prejudicar o parceiro até no trabalho.
A forma de lidar com o ciúme depende da personalidade de cada um. Se a pessoa sentir ciúmes deve, segundo o médico, conversar com o parceiro para refletir sobre o que há de errado.  

Caso Eloá

O psiquiatra fez uma distinção entre ciúme e frustração, que, para ele, foi o que aconteceu no caso da morte da jovem Eloá Cristina Pimentel, em São Paulo, quando o suposto assassino foi o ex-namorado da jovem, Lindemberg Alves.
“O ciúme é um sentimento fantasioso, vem do medo da perda do outro. No caso da Eloá, não se trata mais de ciúme, mas sim da dificuldade de lidar com situações de frustrações e de perda”.

Retirado do site: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL841666-5606,00-CIUMES+NAO+E+PROVA+DE+AMOR+DIZ+PSIQUIATRA.html – O Globo ONLine

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