NO LIMITE DA INSEGURANÇA

O que não falta nos noticiários – locais, estaduais, nacionais ou mundiais – é questão sobre insegurança… Inúmeras pessoas se sentem inseguras!
Como o inesperado sempre nos traz estranheza, há algum tempo fui atraído para ler matéria sob o título “Sensação de segurança”. Aliás, senti-me estranho ao pensar no que significaria uma sensação de segurança quando, na verdade, nada indicava segurança à vista, mas, como o artigo era assinado por um dito especialista, voltei minha atenção ao referido texto.
Foi, então, que me dei conta de meu poder de escolha não ser dependente de minhas sensações. O fato de considerar-me seguro estaria em harmonia sim com as condições que considero necessárias para avaliar-me realmente dessa forma: portões fortes, circuito interno de TV, seguranças, cercas eletrificadas, cães adestrados ou qualquer outra coisa do gênero.
Mas, tenho como satisfazer-me nesse sentido, comecei a pensar. Já dando asas a minha imaginação, questionava-me a quantos, em meu círculo de relacionamentos, teriam que investir exageradamente só para sustentar a própria sensação de segurança… Seria aquela a saída mesmo? Não. O que se constata é que tudo isso não detém o criminoso ou mesmo o homem violento. E agora? Desisto ou continuo a aprimorar minha pseudo-segurança?
A conclusão a que chego é que minha sensação de insegurança precisa ser útil ao menos para me posicionar ante as causas e não somente os efeitos da insegurança social, como um todo. Percebo que não adianta reivindicar por mais policiais, se recusar-me a lutar, rotineira e insistentemente, por políticas públicas coerentes. Como bem definir estas, se não houver envolvimento comunitário? Anseio por colaborar de forma real e profunda para o bem-estar das pessoas ao lado de outros cidadãos, pois creio que a união de propósitos é enorme força social.
É a coesão de gente consciente de seus deveres e direitos que mobiliza o estado democrático: alteram-se sistemas de governos, elegem-se novos representantes, que ajam sob ética e moral, que, além de legalidade, gerem e estabeleçam justiça social.
O dito popular “a voz do povo é a voz de Deus” pode até se tornar uma grande verdade se cada ser deixar-se edificar por Deus como pessoa e ajudar na construção de uma cidade que seja gerida sob a aplicação prática de Seus primordiais princípios: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, palavras do Senhor Jesus Cristo.
“O princípio da sabedoria está em que o homem tema a Deus”, disse o sábio rei Salomão; “Deus responde à prece a Sua própria maneira, não a nossa”, registrou Mahatma Gandhi. Muitos outros, famosos ou não, poderiam ser citados sobre vitoriosas experiências pessoais e coletivas ocorridas sob o controle integral de Deus. Todos escolheram viver seguros com Ele e através dEle, cooperando com a construção de uma sociedade verdadeiramente segura.
Suportar o que está estabelecido está se tornando quase impossível. Quem sabe esta é a hora de rever conceitos e posições que, se em algum momento, foram considerados satisfatórios, podem não ser mais úteis.
Que Deus abençoe a todos.
De um amigo e pastor,

Robson Rodrigues

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