O Substituto não precisa de substituto

Autoria: Werton Freire da Silva

Vivemos num mundo de plástico. Tudo é descartável, roupas, verdades, órgãos e amigos podem ser substituídos ou deletados dando-nos impressão que estamos vivendo como personagens do mundo de “Matrix”. Por isso, não são poucos os que têm tentado substituir Cristo por alguma velha filosofia; alguma nova penitência; um punhado de velas; um plano de previdência privada, ou até mesmo, por um de coelho bem fofinho! Como aqueles teólogos relativistas que ficam questionando: Se a morte de Cristo era absolutamente necessária, por quetão poucas palavras de Cristo sobre expiação

Dr. R.W Dale responde: “porque Cristo não veio pregar o evangelho. Ele veio para que o evangelho pudesse ser pregado, a cruz teria que ser suportada antes que pudesse ser explicada. Jesus veio para ser o sacrifício não para falar dele[…] não é o redentor que deve exaltar o Cristo da salvação, mas os remidos. Ora, não se concebe que o próprio Deus se sujeitasse a tamanha humilhação, a terríveis sofrimentos e a uma morte vergonhosa se o sacrifício de Cristo não fosse absolutamente necessário.” A menos que fosse realmente o único meio possível de salvação do pecador. Deus não teria feito seu filho objeto de escândalo para criaturas pecadoras e perversas como nós, simplesmente por puro capricho. Com efeito, quase todas as coisas segundo a lei, se purificam com derramamento de sangue; e sem o derramamento de sangue não a há remissão. (Hb 9.22).

Deus soberanamente poderia ter decretado não salvar ninguém, estaríamos todos condenados ao inferno. Mas, tendo Deus desde a eternidade unicamente pela sua misericórdia, escolhido alguns para a vida eterna entrou com eles num pacto de graça para livrá-los do estado de pecado e miséria e os trazer para um estado de salvação por meio de um redentor. Ou seja, uma vez que Deus assim decidiu, a cruz tornou-se absolutamente necessária e fora dela não há salvação. A verdade é que ninguém pode se achegar a Deus se não for por meio de Jesus Cristo. Pois, Ele mesmo nos diz no evangelho de João: Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim. É esta verdade que os intelectuais, os descolados, a sociedade hodierna, a carne e o diabo não querem aceitar e tentam substituir. Que separa o verdadeiro cristianismo de todas as outras religiões do mundo. Que não existe substituto para o nosso substituto.

Martinho Lutero compreendeu bem claramente esta verdade: “Nosso pai misericordioso, vendo-nos oprimidos e vencidos pela maldição da lei, de modo que jamais poderíamos livrar-nos dela por meio de nosso próprio poder, enviou seu único filho ao mundo e pôs sobre Ele todos os pecados de todos os homens dizendo: Seja tu Pedro, o negador; Paulo, perseguidor, blasfemador e cruel opressor; Davi, o adúltero; o pecador que comeu do fruto no paraíso; o ladrão que foi pendurado na cruz; e brevemente seja tu a pessoa que comete os pecados de todos os homens; que, portanto, pague-os e os satisfaça.” Soli Christo

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