IGREJA BATISTA DA SERRA

Lugar de Vida em Cristo

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Artigos de Autores Externos

O Brasil precisa de pastores de caráter limpo

Publicado por familiaibs em Junho 24, 2009

Autoria:  Samuel Costa da Silva (*)

Publicado em 22.06.2009         Em: http://www.institutojetro.com.br/lendoartigo.asp?t=4&a=1604

O caráter de um pastor define o seu ministério. Isso significa que um pastor cujo caráter é íntegro produzirá um ministério limpo, cheio de graça e de verdade, um ministério sem nebulosidades. Contudo, um pastor sem caráter, invariavelmente, produzirá um ministério fajuto, de mentirinha, caracterizado pela arrogância, vaidade, roubos (não só financeiros, mas de tempo e de vidas), adultérios e neuroses pessoais pretensamente anunciadas como revelações de Deus. Não adianta um ministério aclamado pelos homens, mas reprovado por Deus. No final, o que conta mesmo é minha vida diante de Deus. Quando se trata de liderança pastoral há um trecho da palavra de Deus que muito me chama a atenção. É o texto de Mateus 7:21-23, que diz: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” O curioso nesse texto é que todas as realizações alegadas pelos que estão sendo reprovados no juízo final são funções associadas à liderança pastoral: profecias, expulsão de demônios, realização de milagres. Só líderes no reino de Deus realizam tais tarefas. O Senhor, entretanto, os reprova, pois o coração desses líderes não era limpo, seu testemunho era condenável, suas motivações mais íntimas eram mesquinhas e egoístas. Na verdade, esses líderes tomavam o nome de Deus em vão todas as vezes que realizavam milagres, profetizavam ou expeliam demônios, pois no dia-a-dia “praticavam a iniqüidade”, promoviam a si mesmos. Jesus, no sermão do Monte, entre outras bem-aventuranças, declarou que são “bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt. 5:8). Deus se importa muito com um coração limpo. Por essa razão, Jesus inclui os limpos de coração em suas bem-aventuranças. O pastor precisa ter coração limpo se deseja servir a Deus com integridade e um testemunho pessoal aprovado. Davi escreve “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (Salmo 24:3-4). Por isso, o líder da igreja, deve conservar o “mistério da fé com a consciência limpa” (I Tm. 3:9). Manter um bom testemunho por ter um coração limpo não necessariamente fará do pastor um sucesso entre os homens. Pelo menos enquanto este pastor estiver vivo. Depois de morto é outra história. Não obstante, é o bom testemunho que fará desse líder um vitorioso diante do Seu Senhor, pois Deus sabe que o bom testemunho agrega as ovelhas, enobrece o reino de Deus, honra o nome do Senhor, não escandaliza os mais fracos na fé. Portanto, cabe a cada líder pastoral avaliar diariamente como está o seu coração. Esse exercício devocional é imprescindível para ser bem sucedido no ministério da Palavra, pois somente os limpos de coração verão a Deus e, assim, serão considerados bem-aventurados. Reprodução

(*) Pastor da Igreja Presbiteriana do Jardim Botânico, em Brasília-DF. Pós-Doutor em Sociologia, pela UnB. Ao longo dos últimos dez anos lecionou no mestrado em Teologia da Faculdade Teológica Batista de Brasília e foi coordenador acadêmico do Seminário Presbiteriano de Brasília nos últimos cinco anos.

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Aos seis meses de idade, bebê já sabe avaliar quem é boa gente

Publicado por familiaibs em Maio 22, 2009

Mesmo muito pequenas, crianças já mostram preferência por quem ajuda os outros.
Descoberta indica que inteligência social dos pequenos é mais avançada do que esperado.

Eles podem não saber andar nem falar, mas já sabem reconhecer quem é gente boa. Bebês de até seis meses de idade já são capazes de separar pessoas que ajudam os outros daquelas que atrapalham, de acordo com um estudo americano. E, como esperado, elas preferem ficar mais perto das pessoas que consideram mais boazinhas.

Se fosse uma mãe ou um pai dizendo isso, você provavelmente não levaria a sério, mas é verdade: os pequenos têm muito mais traquejo social do que a maioria das pessoas imagina. E a pesquisadora Kiley Hamlin, da Universidade Yale, nos Estados Unidos, comprova – usando apenas um teatro de bonecos.

A cientista verificou que mesmo crianças muito pequenas, entre seis e dez meses de idade, já conseguem julgar a bondade alheia, mesmo em situações que não tem nada a ver com elas.

Depois da apresentação dos bonecos, as crianças mostraram muito mais carinho pelos personagens “bonzinhos” do que pelos “malvados”, ou mesmo do que pelos que mantiveram a neutralidade. A descoberta indica que nossa capacidade de avaliar os outros está “embutida” na nossa cabeça, por ser essencial para a sobrevivência.

“A habilidade de discernir aqueles que podem fazer mal a você daqueles que podem ajudá-lo é essencial para existir em sociedade”, afirmou Hamlin ao G1. “Nossos resultados mostram essa capacidade em crianças muito jovens para terem sido ensinadas”, explica.

  O experimento

Hamlin preparou um teatro de bonecos de premissa bastante simples. Um boneco se esforçava para tentar escalar uma montanha. Outro boneco o ajudava, o empurrando para cima. Um terceiro atrapalhava, o jogando para baixo.

Após a apresentação, “bonzinho” e “malvado” foram apresentados à platéia. Quase todos os bebês preferiram brincar com o boneco que ajudava o outro na peça. Curiosamente, nas vezes que o mesmo show foi apresentado com bonecos que não tinham olhos, o efeito foi bem mais fraco. Para Hamlin, isso significa que os bebês vêem os brinquedos como personagens.

Em um segundo teatro, o mesmo boneco aparecia fazendo amizade ou com o que ajudava, ou com o que atrapalhava. De acordo com a pesquisadora, os bebês mais velhos se mostraram surpresos, observando atentamente, quando o personagem parecia ficar amigo de quem o atrapalhou – o que indica que eles são capazes de fazer conclusões complexas a respeito da interação social dos outros.

  Não subestime o bebê

Para Hamlin, seu estudo significa que não se pode minimizar a inteligência dos pequenos. “Bebês têm um sistema de avaliação bem avançado que não precisa de muita ajuda externa para se desenvolver”, diz ela. “Obviamente, bebês aprenderam bastante antes dos seis meses de idade, mas é muito improvável que alguém os tenha ensinado explicitamente qualquer coisa que pudesse ter ajudado a resolver essas tarefas”, afirma.

Agora, a pesquisadora quer verificar se bebês ainda mais novos são capazes de fazer a mesma coisa, para tentar descobrir quando desenvolvemos a capacidade de avaliar os outros.

Seus resultados foram publicados na revista “Nature” desta semana.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL187979-5603,00-AOS+SEIS+MESES+DE+IDADE+BEBE+JA+SABE+AVALIAR+QUEM+E+BOA+GENTE.html

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Opinião: Como conversar com seu filho sobre o tema ‘morte’

Publicado por familiaibs em Outubro 30, 2008

 

O Dia de Finados pode ser uma boa oportunidade para falar do assunto.
Crianças têm condições intelectuais e emocionais de entender as perdas.

A criança deve ser informada sobre a morte, para poder superar as perdas (Foto: Arte/G1)

O próximo domingo (2) é o dia instituído pela igreja católica para que sua comunidade reze pelos seus mortos. Desde o século II essa prática existe entre os cristãos. Mas a data só foi estabelecida no século XIII.

Há quem possa achar estranho falarmos deste assunto em nossa coluna, afinal, o que tem a ver a morte com um espaço reservado à educação e criação de filhos? Se considerarmos que a morte faz parte da vida e o quanto a maioria de nós tem dificuldades para lidar com ela, o tema já se torna pertinente. Ainda mais quando o assunto envolve crianças.

E o que faz da morte um assunto tão complicado? Nossa incompreensão ou falta de coerência entre a fala e a vivência de nossa fé. Não sabemos o que acontece depois, se existe algo ou não, ou não cremos realmente na bíblia. Esse desconhecimento ou falta de fé real causa-nos temor. Por ser algo irreversível, preferimos fazer de conta que não existe. Ninguém precisa passar a vida falando e pensando na morte. De vez em quando, ela aparece e alguém que amamos se vai, ficando uma dor que demora para passar. A complexidade aumenta quando pensamos que vamos morrer, pois não conseguimos imaginar ou aceitar nossa própria finitude física.

Perder pessoas não é um fato reservado só para os adultos. As crianças também as perdem. Sabendo da dor desses eventos, queremos poupá-las do sofrimento. Para isso, evitamos falar com elas sobre o assunto, mesmo que alguém que amem (até mesmo um animalzinho) tenha morrido. Levá-las ao velório está fora de cogitação. Confunde-se não saber com não sofrer

Ora, não saber, não participar e não falar do fato é mais prejudicial para os pequenos. Quando não sabemos o que realmente aconteceu, imaginamos. E a imaginação é poderosa, tem asas que alcança vôos altos e segue o rumo de nossas apreensões e emoções. Nada mais saudável que saber a verdade, por mais dura que possa ser, pois nos permite lidar com a realidade como ela é, sem armadilhas. 

Não vale enganar

Diante da morte de alguém do convívio da criança, muitos usam de desculpas do tipo: vovô foi viajar. A criança não é tola, percebe que tem algo acontecendo. Sem contar que deve estar se sentindo abandonada e chateada com o avô que foi viajar e nem se despediu. Muitos pensam que a criança não é capaz de entender o que acontece ou de suportar emocionalmente a idéia da morte.

É sim. E vivenciando tais situações poderá compreender melhor o que ocorre. A criança também tem luto e, para que ele aconteça de maneira saudável, é necessário que ela não seja excluída do processo. Não podemos tirar dela o direito de sofrer por quem partiu.

Quando uma criança se encontra na situação de morte de alguém, deve-se dizer a verdade – que aquela pessoa morreu e não voltará mais (o primeiro passo para que o luto ocorra é aceitar o fato que o morto estará ausente definitivamente). As explicações devem seguir o curso de sua curiosidade. Algumas crianças farão muitas perguntas como, por exemplo, o que acontece depois da morte. O melhor é sermos francos e honestos. “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.31-32). Se não soubermos o que responder, devemos dizer isto: ‘não sei’.

Geralmente acreditamos em alguma coisa e podemos passar nossas idéias. Sem supervalorizar o pós-morte. Alguns, para amenizar a tristeza, falam das maravilhas que vêm depois, tornando o morrer muito atraente. Corre-se o risco de a criança desejar estar onde a pessoa que morreu está.

Cada uma tem um jeito de reagir. Algumas choram e se desesperam. Outras ficam mais caladas. Algumas se culpam por terem feito algo para aquela pessoa. Ou até de terem, num momento de raiva, desejado algum mal. Se a incluirmos nesse momento de dor, ela poderá ter confiança em falar de seus sentimentos e temores. E os adultos vão poder ajudá-las a corrigir suas impressões.

Quanto aos funerais, algo que muitos acham absurdo uma criança participar, deve ficar a critério dela, que vai decidir se irá ou não. Não podemos impedi-la de participar do pesar familiar. Ela também estará sofrendo e deve ser respeitada em sua dor. Os funerais nos ajudam a lidar com a situação de morte. Lá, choramos, confortamos, somos confortados e constatamos que aquela pessoa realmente se foi.

Não há como evitar. A morte de alguém traz sempre dor e sofrimento. Sofrer faz parte da vida e a criança tem condições intelectuais para entender o que é a morte e também emocionais, para viver um luto sem grandes complicações. Tudo vai depender do quanto é esclarecida, e do conforto e da segurança que as pessoas que ama lhe darão. O Dia de Finados está aí. Caso alguma oportunidade surja, poderá ser um bom momento para abordar o tema morte com os pequenos.

(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Os acréscimos e observações em vermelho são de Cristina Lima (cristã, psicóloga, terapeuta sistêmica de família, terapeuta comunitária, gestora de ministérios da IBSerra).

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‘Ciúmes não é prova de amor’, diz psiquiatra

Publicado por familiaibs em Outubro 30, 2008

Gerou polêmica e virou assunto de polícia a briga dos atores – e agora ex-noivos - Dado Dolabella e Luana Piovani. O episódio trouxe à tona o debate sobre um tema tão antigo quanto o amor: o ciúme.

Para o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, que já escreveu dois livros sobre o assunto, amor e ciúme não podem andar juntos: “Ciúmes não é prova de amor”, disse.

Ele explica que a base do ciúme está na estrutura psicológica da pessoa. O ciumento sente necessidade do outro como se o outro fosse parte dele: “Ciúme é uma dor e é comum, embora não seja saudável. É um sinal de que há alguma coisa errada na estrutura da pessoa”. 

Os estágios do ciúme

Para o médico, há quatro graus de ciúmes:

1 – Zeloso: “É um estágio em que o sentimento ainda pode ser considerado saudável, pois há o cuidado e a preocupação com o bem estar do outro. Ao falar da roupa ou do comportamento do outro, a pessoa visa o bem do parceiro”.

2 – Enciumado: “É quem não é habitualmente ciumento, mas, na vigência de uma situação em que se vê ameaçado, sente medo de perder e entra em competição com um terceiro. Por exemplo, em uma festa, quando a pessoa se sente em desvantagem com relação à outra. Mas é um fato isolado”.

3 – Ciumento: “É o mais clássico. Não precisa de motivo nenhum para estar sempre desconfiado, imaginando que o outro pode o estar traindo. É um traço da personalidade da pessoa, que vive com medo, vasculha bolsa, celular, reclama de roupa, ou seja, vive sofrendo e com medo de perder o parceiro”.

4 – Doente: “O comportamento, aqui, se dá através de uma doença neurológica, causada, por exemplo, por álcool ou um tumor. Nesse caso, a fantasia se torna um delírio e a pessoa tem certeza de um fato que não é realidade. É o verdadeiro ciúme patológico”. 

Auto-estima 

“A base do ciúme é a auto-estima baixa”, explica o médico. “A pessoa só vai ter medo de perder o outro se ela achar que não tem valores suficientes para ficar com ele”.

Segundo Ferreira-Santos, são muitos os sentimentos que geram o ciúme, que seria uma manifestação de instabilidade emocional. Além da auto-estima baixa, também estariam propícias as pessoas que têm sentimento de exclusão, que viveram em ambiente de traição, ou ainda as que que não sabem lidar com dificuldades da vida.

Outra característica marcante do ciumento é transferir as próprias fraquezas para o companheiro: “Se eu fantasio que a mulher está me traindo, inconscientemente sei que estou falhando em algum lugar, mas acabo jogando a minha falha no outro”.

E por que há pessoas que continuam o relacionamento com o ciumento? Um dos motivos seria porque elas se sentem frágeis e o ciumento lhe traria a sensação de proteção.

“Se você confia em si próprio, sabe que o outro está com você por suas qualidades, não há como ter medo. É como ter medo de morrer: a possibilidade existe, mas viver em função disso é como ficar pensando todos os dias na morte. É como um hipocondríaco, por exemplo, que sempre imagina uma doença”. 

Como se prevenir

O ciúme às vezes é valorizado e tem gente até que acha bonito, se sente protegido e cria situações para provocar ciúme no parceiro. Mas o psiquiatra alerta:
“Se a pessoa tem uma personalidade explosiva, briga no trânsito, dá murro em objetos quando está com raiva, cuidado: é uma pessoa potencialmente perigosa. Ela pode agredir fisicamente”, diz o psiquiatra.
De acordo com ele, o ciumento é controlador, liga o tempo todo, faz o outro passar vexame publicamente e isso pode prejudicar o parceiro até no trabalho.
A forma de lidar com o ciúme depende da personalidade de cada um. Se a pessoa sentir ciúmes deve, segundo o médico, conversar com o parceiro para refletir sobre o que há de errado.  

Caso Eloá

O psiquiatra fez uma distinção entre ciúme e frustração, que, para ele, foi o que aconteceu no caso da morte da jovem Eloá Cristina Pimentel, em São Paulo, quando o suposto assassino foi o ex-namorado da jovem, Lindemberg Alves.
“O ciúme é um sentimento fantasioso, vem do medo da perda do outro. No caso da Eloá, não se trata mais de ciúme, mas sim da dificuldade de lidar com situações de frustrações e de perda”.

Retirado do site: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL841666-5606,00-CIUMES+NAO+E+PROVA+DE+AMOR+DIZ+PSIQUIATRA.html - O Globo ONLine

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O Poder do Exemplo

Publicado por familiaibs em Outubro 21, 2008

Gilson Bifano

Podemos aprender conceitos e atitudes através de várias maneiras. Uma delas é por meio da imitação, do exemplo.

Isso fica claro quando assistimos o filme “Vem dançar”, tendo como ator principal Antonio Bandeiras. Ele interpreta Pierre Dulaine um professor de dança que resolve investir seu tempo, como voluntário, no ensino de dança de salão a jovens violentos de um bairro pobre de Nova York.

Numa das cenas, Dulaine está numa sala para falar com a diretora. Enquanto esperava para ser atendido, demonstrou por uma ou duas vezes gentileza para com as pessoas que saiam ou entravam na sala de espera. Sempre se levantava para abrir gentilmente a porta de saída. Naquela mesma sala, um dos seus futuros alunos o observava.

Enquanto Dualine estava sendo atendido pela diretora, o menino, já sozinho na sala de espera, repete o gesto que observara atentamente. Levanta-se e abre gentilmente a porta para uma senhora.

Nenhuma palavra Dulaine dirigiu ao menino, apenas o exemplo.

Um dia desses estava lendo 2 Reis. Procuro ler os livros históricos com uma atenção redobrada. Muitos detalhes nos textos podem passar despercebidos. Um dos textos que me causou impacto está registrado em 2 Reis 17.41, na sua última parte. Diz assim: “Até hoje seus filhos e seus netos continuam a fazer o que os seus antepassados faziam’.

Que eles faziam? Lendo os capítulos anteriores, desde o seu início, verificamos que as práticas religiosas não eram as recomendadas por Deus a seu povo. Aquela geração estava imitando os costumes detestáveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos israelitas (2Rs 16.3).

Além disso, oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altares idólatras (2Rs 16.4).
Mais adiante, em 2 Reis 17, vemos o triste desfecho. Israel é deportado para a Assíria. Do versículo 7 ao 23 há um relato do quanto Israel havia se afastado de Deus, ao ponto de queimar seus próprios filhos e filhas, além de praticar a feitiçaria (2Rs 17.17).

Mesmo tendo Deus enviado um sacerdote para lembrar a Israel os mandamentos divinos (2Rs 17.28), o povo mantinha a rebelião espiritual. Então o texto é concluído com a frase “Até hoje seus filhos e seus netos continuam a fazer o que os seus antepassados faziam’.

Filhos e netos aprendem a adorar a Deus, ou não, observando os pais e avós. O que estamos ensinando aos nossos filhos e netos? Estamos ensinando, através da prática, o valor da Bíblia e da oração? Estamos vivendo o valor de temer a Deus? Estamos ensinando, através do dia a dia, uma religião que deve ser praticada somente aos domingos ou uma religião que não se restringe somente às quatro paredes do templo, mas que é vivenciada todos os dias da semana?

A igreja de amanhã será o espelho do cristianismo que vivemos hoje em nossos lares. Se vivemos em nossos lares, o amor para com o próximo, teremos, no futuro, um cristianismo preocupado em fazer o bem aos mais desafortunados. Se vivemos em nossos lares, hoje, a paixão em evangelizar, teremos, amanhã, uma igreja evangelizadora. Se em nossa família hoje demonstramos amor para com missões, teremos amanhã uma igreja cada vez mais missionária. O futuro da igreja está em primeiro lugar nos lares. É no lar, no seio da família, que estamos moldando a igreja do amanhã.

Pegue sua Bíblia e leia 2 Reis 17.41 e faça a seguinte pergunta a si mesmo: “O que faço hoje, como pai, mãe, avô ou avó está ajudando ou prejudicando a continuidade da fé cristã na vida de meus filhos e netos?”

Retirado de http://groups.google.com.br/group/kadoshi/browse_thread/thread/936c5a55ddc3426a?hl=pt-BR&pli=1, em 21out2008, às 12h10.

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